sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
O BICHO
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
quinta-feira, 1 de março de 2012
Eu e a música
Quando eu acho que finalmente penso que vou desistir da música
Parar de perder meu tempo com frustração e desgaste pessoal
Ela vem e me dá uma rasteira, uma mata leão, me finaliza
E só me resta bater a mão no chão!
Se bobear com um groove cheio de ginga,
Síncopes e contratempos, e já começo
A fazer música de novo. Ali mesmo!
Parar de perder meu tempo com frustração e desgaste pessoal
Ela vem e me dá uma rasteira, uma mata leão, me finaliza
E só me resta bater a mão no chão!
Se bobear com um groove cheio de ginga,
Síncopes e contratempos, e já começo
A fazer música de novo. Ali mesmo!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
PROTESTO DO BUTECO
AQUI EM MARINGÁ,
O CARA ENCHE TEU COPO DE ESPUMA E CERVEJA QUENTE,
E DIZ QUE É DONO DE BUTECO!
O CARA ENCHE TEU COPO DE ESPUMA E CERVEJA QUENTE,
E DIZ QUE É DONO DE BUTECO!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Mais um ano
Hoje faz-se mais um ano que nasci
Que soma aos outros que vivi
Sem tempo pra viver a vida
Hoje faz um ano que me vi
Soprando a vela bem ali
Jurando ver promessa cumprida
Ta fazendo mais um ano que eu senti
O ar batendo a porta, a estrela da Davi
E foi quando vi que nada importante
O sopro sessa sem que a pressa o incomode.
Insone vou me aos ventos frios e quentes da madruga
Olhando por cantos sujos de uma alma cuja fuga
Jamais fora encontrada e desmentida por aqui
E vejo enfim que basta o mote predileto do Espelho de Narciso
Para que os anos passem sim, mais ternos e longos
Cheirando cajueiros e hortelã
Ta fazendo mais um ano que me fui
Lancei-me ao mar da imensidão do homem
E foi quando sentido que nada rompe
As sete légua de um peito puro
Que soma aos outros que vivi
Sem tempo pra viver a vida
Hoje faz um ano que me vi
Soprando a vela bem ali
Jurando ver promessa cumprida
Ta fazendo mais um ano que eu senti
O ar batendo a porta, a estrela da Davi
E foi quando vi que nada importante
O sopro sessa sem que a pressa o incomode.
Insone vou me aos ventos frios e quentes da madruga
Olhando por cantos sujos de uma alma cuja fuga
Jamais fora encontrada e desmentida por aqui
E vejo enfim que basta o mote predileto do Espelho de Narciso
Para que os anos passem sim, mais ternos e longos
Cheirando cajueiros e hortelã
Ta fazendo mais um ano que me fui
Lancei-me ao mar da imensidão do homem
E foi quando sentido que nada rompe
As sete légua de um peito puro
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